Mensagem do Padre

 

Páscoa

              Uma pedra sepulcral sela o curso da vida dos homens nos cemitérios. Por detrás dela a obra da morte é levada a termo. O homem tirado do pó, lentamente volta ao pó.

              Uma lápide dá umas poucas indicações de uma biografia. Geralmente se escreve “aqui jaz” ou “aqui jazem os restos mortais de ...”. É apenas uma convenção social destituída de esperança: é a conclusão de uma vida.

 

               Assim a pedra tumular, colocada, à entrada do sepulcro de Jesus, tinha-se tornado em um primeiro momento, uma testemunha da morte de Jesus, Filho de Deus.

 

             O ponto mais alto da vida de Jesus não foram seus milagres, nem mesmo suas pregações, mas a sua ressurreição. A partir dela, é que se explicam as etapas da existência de Cristo. Dá sentido a tudo aquilo que ensinou e fez. Por esta razão que a narração da paixão, morte e ressurreição ocupam tantas páginas no Evangelho.

            Se se eliminasse a fé na ressurreição, Jesus não passaria de um judeu do primeiro século, que pregou uma doutrina maravilhosa. Quando muito, o admiramos como um grande vulto na história: alguém que foi bom, defendeu os fracos e oprimidos. Mas nunca seria o Senhor Salvador: o juiz dos vivos e dos mortos, o Filho de Deus!

            A ressurreição é inseparável da morte de Jesus: o crucificado passa a viver uma vida nova. As mãos dos homens o conduziram a morte, a mão de Deus produziu a vida.  É uma vida nova, pois Jesus não reviveu simplesmente como Lázaro, o qual apenas teve sua vida humana prorrogada. Jesus ingressou em um novo modo de existir: “vive para Deus”.

 

             Desaparecem as limitações de espaço e tempo. Ao nascer, teve uma pátria. Ressuscitado é compatriota de todos os homens. Dentro de uma época, situou-se dentro de um tempo. Agora, é contemporâneo de qualquer homem. Ele é um eterno presente. Por isso, é o Senhor de todos.

            O centro de nossa fé não se encontra na crença em Deus simplesmente. Ser cristão é crer na morte e ressurreição de Cristo.

 

            A ressurreição é o principio de vida nova: Cristo ressuscitado se tornou a vida secreta doada a quem crê e se batiza. Inaugura desde agora no coração de quem crê na vida divina do paraíso. Somos filhos de Deus, participamos da vida de Cristo ressuscitado. Então nossas perspectivas de futuro se alargam para além dos horizontes humanos. Cabe-nos procurar os verdadeiros valores conexos com a vida de Cristo ressuscitado, aqui na terra, inauguramos a vida eterna, que ainda aguardamos.

Mons. Geraldo P. de Carvalho

 

Santuário Nossa Senhora do Amor Divino.

Rua Vigário Corrêa, nº 195, Corrêas - Petrópolis/RJ   |   Tel.: (24) 2221-2684

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