Mensagem do Padre

Advento

          Estamos iniciando um novo ano litúrgico chamamos este tempo de advento, que quer dizer vinda, chegada. É o tempo favorável para nossa preparação ao Natal, quando com alegria estaremos celebrando a achegada do Senhor. Assim, a Palavra de Deus, na sua inesgotável variedade e riqueza, ilumina o tempo de nossa peregrinação terrestre. Nessa perspectiva o tema central do advento é a vinda de Deus ao encontro do homem. Mas esta vinda de Deus ao nosso encontro é constante. Apresenta-se na escritura desde o Gênesis até o Apocalipse. Com a alma iluminada pela a luz da fé, reflitamos sobre as verdades que a Palavra de Deus nos apresenta neste tempo.

          O profeta Isaias entusiasma-se ao contemplar, numa visão maravilhosa, os tempos afortunados em que vivemos, os tempos messiânicos. Vislumbra o Messias e exclama: “Vinde subamos a montanha do Senhor. Ele nos ensina seus caminhos e será o árbitro de inúmeros povos”. Para o profeta reinará a paz que ele traduz nestas palavras: “Eles fundirão suas espadas para fabricar charruas, e suas lanças para fazer foices. Não mais levantarão a espada nação contra nação”.

           A Palavra de Deus significa o conhecimento de seus planos eternos. Evidencia aqui o desejo humano da paz - sem Deus, sem o acatamento de sua divina mensagem de amor, não pode existir paz. Cristo veio como “Príncipe da paz”. É esta a esperança que nos deixa Isaías. 

          A intervenção histórica de Cristo na história é evidente. O Evangelho de Mateus, numa linguagem apocalíptica acentuando o fenômeno da distribuição de Jerusalém quer ensinar a vigilância atenta aos sinais do reino quando nosso Senhor virá para julgar. E para ilustrar, exemplificar essa vigilância, o próprio Jesus reúne três comparações: a da figueira que anuncia o verão, a do dilúvio que pegou de surpresa os contemporâneos de Noé, e do dono de casa e do ladrão.

           A queda de Jerusalém aconteceu historicamente. Fez com que o cristianismo se expandisse. Diante da inquietação dos apóstolos Jesus contrapõe a vigilância, que consiste em saber discernir nos sinais dos tempos e da história a “vinda” permanente do Senhor.

Jogando com os contrastes “luzes e trevas” e “noite – dia”, São Paulo nos adverte da importância deste tempo de reconciliação com Deus. É hora de despertar do sono da indiferença, do comodismo, para vivermos como filhos de Deus. E o apóstolo vai mais longe. Rejeitemos as obras das trevas, cinjamos as armas da luz. É importante esse paralelismo paulino nas comparações a antinômicas. Cada momento de nossa existência deve estar marcado pela passagem da noite para o dia.  É o tempo reservado a volta a Deus, à conversão. Essa volta para Deus implica portanto numa mudança de vida, de comportamento. É esse o ensinamento que a Igreja coloca à nossa reflexão neste tempo de Advento. 

         Toda a nossa vida neste mundo é uma espera. É um tempo de advento. Vivamos em Deus, luz e salvação. Por isso, a vigilância deve levar-nos a descobrir o lado positivo dos sinais da vinda definitiva a ser iniciada pelo Natal. Irão ao encontro de Cristo aqueles que, como sugere São Paulo, estiverem “acordados”. É hora de nos levantarmos do sono, porque a salvação está mais perto”.

         A vontade do bem é condição para escutar a Palavra de Deus de maneira a receber dela luz e força necessária para cumprir os deveres cristãos. Ouvindo com a devida disposição a Palavra de Cristo e a narrativa dos seus exemplos, nos revestiremos dele e nos unimos a Ele sempre mais estreitamente. O Advento nos ensina amar o que é do céu e buscar as coisas que não passam, as que são perenes.   

Mons. Geraldo P. de Carvalho

 

Santuário Nossa Senhora do Amor Divino.

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