Mensagem do Padre

O Bom Pastor

               O quarto domingo da Páscoa é chamado: o domingo do Bom Pastor. Este ano, o evangelho é de João 10, 1-10. Ele nos fala da entrada para o rebanho: “Quem não entra pela porta onde está o rebanho, mas sobe por outra parte é ladrão e salteador. Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas...”.

 

             A primeira vista, a porta é o meio para proteger-se do mundo lá de fora. Não são suficientes os muros. É uma das guarnições defesa do mundo de dentro.

                Seu significado, porém, é mais profundo. É um ponto de referência para indicar a localização: estar dentro ou fora. Não se abre a porta para qualquer um. É preciso que haja conhecimento. Dentro existe familiaridade, participação de intimidade. Estranhos são os que ficam além do limiar da porta.

         Estar dentro é também conviver com outros, em oposição à dispersão do mundo lá fora. Adquire-se e reforça-se a afinidade. Desenvolve-se uma semelhança típica de quem é membro da mesma comunidade.

Cristo se declara a porta. Passar por ele significa adquirir o seu modo de ser. É aceitar sua mediação para integrar o rebanho, fazer parte do povo de Deus.

 

              O Pastor passa pelo único caminho válido: a porta do redil. Vem a procura do que é seu: as suas ovelhas. Opõe-se ao assaltante. Este salta o muro, preferindo caminhos duvidosos. Seu interesse pessoal está acima de tudo. Para o pastor, as ovelhas têm nome, vinculam-se pela intimidade. O assaltante trata-os como coisas, produtos de lucro.

 

            Portanto as próprias ovelhas sabem distinguir quem vem em nome da paz e quem vem para destruir. A voz do pastor convoca as ovelhas, liberta-as do recinto fechado em direção às pastagens de vida e as protege. É a saída para a vida.

 

           Todos somos pastores no sentido amplo da palavra. São os que têm outros a seu encargo, são responsáveis. Pode ser que seja de maneira permanente ou provisória.

 

          A autenticação de Deus se dá na medida em que passamos pela porta, que é Cristo. Com a condição de que sejamos seus mediadores e mensageiros. É para dentro da porta que adquirimos o timbre de voz de Cristo, pronunciamos palavras que ele diria em nosso lugar. Principalmente seremos como ele que dá a sua vida pelas ovelhas.

 

        Somos também ovelhas, quando nos colocamos nas mãos de outro. Conheceremos o pastor, escutaremos a sua voz e o seguiremos enquanto nele reconhecermos o que passou pela porta, o que vem revestido do jeito de Cristo. Não se trata de pura submissão, mas de um segmento consciente e voluntário. Só assim poderemos confiar-nos. Com o pastor faremos da vida uma coisa única.

Mons. Geraldo P. de Carvalho

Santuário Nossa Senhora do Amor Divino.

Rua Vigário Corrêa, nº 195, Corrêas - Petrópolis/RJ   |   Tel.: (24) 2221-2684

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